Eu acho que me apaixonei bem antes de realmente o conhecer, o ver na rua de relance, nos bares, becos e sonhos. O mistério de ser, ou a solidão de ser, me encantava.
Quando eu o conheci por palavras escritas, foi como se o inverso de mim estivesse ali, mas ao mesmo tempo era tão parecido comigo que fiquei confusa. Mas era uma confusão tão boa que eu sorria e olhava o pôr-do-sol.
Finalmente o vi e ouvi, não toquei. Talvez realmente não devesse. Trocamos umas palavras, uns sorrisos, seu jeito sem jeito era meu jeito. Ás vezes quando chega a noite e eu não consigo dormir, lembro do seu olhar e percebo que não tem mais lugar pra solidão.
Espero encontrá-lo muitas vezes nessa vida.