segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sabia que podia ser, mas não queria, pois tinha medo
Mesmo assim sendo, fez revolução de si mesmo
mas guardou alguns segredos
e depois saiu, pelo caminho a esmo.

Entregou algumas certezas aos erros
e sorriu no final do dia
mas nem sempre sorriso
significa alegria.

Queria respostas da vida
mas ela se calou
Pensou não precisar de ninguém
mas por muitas vezes falhou.

Hoje é só mais um guri
que vive por aí
curtindo essa coisa
que é viver solidão
pode parecer triste
mas não é triste, não.

Essa tal melancolia
é só pra esconder a alegria
que tem de saber que um dia
isso tudo termina
e vai ser só lembranças
de quem um dia já foi criança.

(Sem complicar, ser só por ser. E sem termino ou começo aqui jaz um meio, do que seria versos, mas se tornaram o inverso de todo um ser. És assaz cansativo, tentar não ser, por isso põem-se um fim, enfim. Pra complicar, não ser só por não ser.)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tenho pulsos fracos, sinto eles fracos. Tão simples eles pararem, tão simples acabar a vida.
Azuis, veias azuis como o céu. Me pergunto "por que todo esse azul de um vermelho?"
Queria ter a alma azul, azul bonito, azul de azul de me deixar terna. Mas não...
Meus pulsos, ah meus pulsos, não fraquejem agora, não... não.
Quero sentir por alguns segundos mais a força da vida movendo-os, fazendo o sangue percorrer todo o corpo e a vida percorrer a alma.
Fecho os olhos, meus pulsos já fracos, já não sinto... não sinto.
Deixo ir, deixo de sentir, deixo de ficar, deixo de lutar, me deixo...
Já não há pulsos fracos, mas pulsos, somente pulsos frios.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hoje o dia amanheceu feliz, vinha uma paz dentro de mim, eu sorri pro céu, eu cantei pra lua e sonhei acordada. Cheguei a acreditar em destino por 5 segundos, acreditei nos sorrisos falsos, — os tornei verdadeiros — e aquele menino que andava de bicicleta, levou meu mais sincero sorriso.

sábado, 15 de junho de 2013

Aquela noite ela não falou de amor.
Seus olhos se fecharam e demoraram a abrir novamente.
Desfez a longa trança de seu cabelo castanho, e o vento o beijou de leve.
Os pés tocaram a grama úmida, ela sentiu arrepios em sua alma.
O mundo começou a rodar, a vida rodou, os sonhos giravam, o pensamento lá na lua, e ela queria mais, muito mais. Mas a dor ia percorrendo seu corpo, e ela rodava cada vez mais rápido.
Até que caiu... caiu na realidade, e seu longo cabelo castanho, já não era mais beijado pelo vento.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se eu pudesse te fazer poema,
te guardaria no bolso da minha jaqueta azul,
aquela que tu tanto queria que eu tirasse, em dia de calor.

sábado, 25 de maio de 2013

A minha alma é orquestra de meus devaneios, fecho os olhos e ouço meus dedos gritarem o som mais agudo que já ouvi, são facas afiadas a cortar a minha pele. Rasgam célula por célula do meu  ser. 
Silêncio. O silêncio voa para dentro de minha boca, se instala em meus olhos. Agora eles veem só o azul do mar, o azul que vai de norte a sul do meu corpo, me transborda, me acalma. 
Agito meus pés como se dançasse, são delírios. Quero voltar a chorar aquelas lágrimas de mentira, sem cor nem cheiro, mas com o gosto salgado da salvação. 
Me jogue pra fora da minha prisão, abra meu corpo e me tire daqui. Grite, grite o mais alto que puder, quem sabe eu escute o teu cantar/clamar por mim. Abra bem os olhos, abra e olhe minha alma que voa presa no meu ser. É triste, é depressivo. 
Reze, me reze. Quem sabe seja isso que falte em mim, em ti, em nós. 
Enfim, me segure com a fala, me faça sorrir com um olhar e deixe o silêncio falar por todos. 


Acendo um incenso só pra ver a fumaça dançar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ela cai como um cadáver na cama fria, mil pensamentos de angustia e dor a atormentam.
Chora rios e mares de tristezas.
Tudo é passageiro, as lágrimas evaporam, o sorriso nasce, a angustia se esconde, a dor some, as mãos não tremem mais, os olhos já não se desviam, tu és e sempre foi mais forte que tudo e todos.
O que sempre fica é a nostalgia do tempo alegre que vivemos com cada pessoa que passa por nossa alma.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Eu não invento a poesia, ela me inventa. 
Ela está no ar, em cada piscar de seus olhos castanhos. 
Eu a respiro, ela vai para meu pulmão e depois corre pelas minhas veias. 
Depois disso, só a escrevo com letras miúdas.
Dali em diante todos vão poder respirar poesia.
Poesia já pronta. 

sábado, 13 de abril de 2013

Sorrisos, encantos, olhares.
Dedos gelados, unhas ruídas.
Pés descalços, areia entre os dedos.
Cheiro de mato, galo cantando.
Água que cai, água que vai.
Desenhos de nuvens, sol amarelo limão.
Tudo encantado, o desencantado.
O brilho da lua em penumbra, estonteante.
Fiz poesia de mim, de ti, de nós.
Perfumei com flores de jasmim, e joguei no mar.
Sempre querendo algo a mais, esperando algo a mais.
Suspirando amores passados, chorando nesse presente.
Sorrindo lembranças esquecidas.
Amando acima de tudo, tudo que passou,
Tudo que ficou naquele passado, que ainda ama,
Mas mente, e mente bem, que já não faz nenhuma diferença.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eloisa fez uma poesia pra mim. 
" A rosa vermelha da cor do amor
quero o amor e a rosa igual o beija-flor
a rosa vem da terra o amor vem do coração." 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Borboletas parecem sair da boca junto com as palavras.
Olhos atentos, observando cada forma diferente de letras. 
Mãos nervosinhas, com medo de errar uma palavra.
Aquela leitura que mais parece anjos cantando, palavra por palavra sendo dita.
Pausa pra lembrar, como se lê. 
Final triunfante, a pequena criança solta um sorriso faceiro pois acabou de aprender a ler. 
É .. Ela parece um anjo aprendendo a voar. 
Era aquela velha história de infância, pés na terra, olhos no infinito.
Eu corria, hoje não corro mais .. Claro que ando apressadamente, mas é tão cansativo.
Chega de correr vamos ver o mundo com olhos de criança.
"Era tarde, todas as crianças reunidas pra fazer uma casa de lençóis e fingir ser gente grande. 'Eu sou a mãe'   'Eu vou ser a tia' 'Eu quero ser a filha' , e eu aqui querendo ser criança, então eles arrumam a linda casa, com seus brinquedos e sua imaginação, começa o 'vamos fingir que' , era tão gostoso fingir que eramos fadas, princesas, jogadores de futebol. Tudo acaba quando vem um grito de dentro de casa ' Venha tomar banho já é tarde' , a fantasia caia mesmo querendo continuar."
Ah como é doce esse gosto de infância que não sai de minha boca, vamos fingir que somos crianças e voar como anjos pelo céu.

domingo, 17 de março de 2013

As borboletas voaram.
As nuvens ao infinito se foram.
Os pássaros, buscaram novos horizontes.
A folha voo com liberdade ao céu.
A tinta se sentia viva ao tocar a tela.
As mãos se mexiam sem parar, sobre as teclas mudas,
que contavam poesias.
A jovem menina ficava ali, observando tanta vida, tanta liberdade,
e se sentindo tão sozinha, tão presa.
Pobre menina, não sabia que tinha o mundo na palma de sua mão,
pois tinha alma de anjo, e no seu olhar o infinito.

terça-feira, 5 de março de 2013

Tudo ao nada

Pensar no que poderia ter feito, ter falado, ter agido.
Não. Eu quero só um papel e o meu sangue, a fazer brotar fantasias.
 Angustia, tristeza, não pode haver, só anjos a cair do céu. Oh céu.
E o meu que era tudo, se resumo a um nada, absolutamente nada.
Nada, não como uma folha em branco que é o meu tudo, mas como um nada.
Explicação não existe, não existe, mas existe ainda as flores azuis do verão.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Era pássaro que voava com o v
                                                 e
                                                   n
                                                     t
                                                      o, seu amigo.
Em um piscar de olhos, virou pássaro que c
                                                                    a
                                                                      i
                                                                        a, com um tiro ensurdecedor.
Virou só lembranças...  hoje voa nas lacunas de minha alma.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Na vida ela era a menina amada. Amada, mas não amava.
Vivia pelas ruelas dos grandes centros procurando um canto, um breu, um esconderijo.
Ninguém sabia aonde ou quando encontra-lá, mas quando acontecia ela era amada. Não amava.
Tão mesquinha, tão menina.. Eu a conheci, olhei nos olhos dela e vi que amor não existia.
Ela me amou, e eu.. Ah pobre de mim, voltei pro meu mar, ah meu mar que sempre vou amar.