segunda-feira, 27 de maio de 2013

Se eu pudesse te fazer poema,
te guardaria no bolso da minha jaqueta azul,
aquela que tu tanto queria que eu tirasse, em dia de calor.

sábado, 25 de maio de 2013

A minha alma é orquestra de meus devaneios, fecho os olhos e ouço meus dedos gritarem o som mais agudo que já ouvi, são facas afiadas a cortar a minha pele. Rasgam célula por célula do meu  ser. 
Silêncio. O silêncio voa para dentro de minha boca, se instala em meus olhos. Agora eles veem só o azul do mar, o azul que vai de norte a sul do meu corpo, me transborda, me acalma. 
Agito meus pés como se dançasse, são delírios. Quero voltar a chorar aquelas lágrimas de mentira, sem cor nem cheiro, mas com o gosto salgado da salvação. 
Me jogue pra fora da minha prisão, abra meu corpo e me tire daqui. Grite, grite o mais alto que puder, quem sabe eu escute o teu cantar/clamar por mim. Abra bem os olhos, abra e olhe minha alma que voa presa no meu ser. É triste, é depressivo. 
Reze, me reze. Quem sabe seja isso que falte em mim, em ti, em nós. 
Enfim, me segure com a fala, me faça sorrir com um olhar e deixe o silêncio falar por todos. 


Acendo um incenso só pra ver a fumaça dançar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ela cai como um cadáver na cama fria, mil pensamentos de angustia e dor a atormentam.
Chora rios e mares de tristezas.
Tudo é passageiro, as lágrimas evaporam, o sorriso nasce, a angustia se esconde, a dor some, as mãos não tremem mais, os olhos já não se desviam, tu és e sempre foi mais forte que tudo e todos.
O que sempre fica é a nostalgia do tempo alegre que vivemos com cada pessoa que passa por nossa alma.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Eu não invento a poesia, ela me inventa. 
Ela está no ar, em cada piscar de seus olhos castanhos. 
Eu a respiro, ela vai para meu pulmão e depois corre pelas minhas veias. 
Depois disso, só a escrevo com letras miúdas.
Dali em diante todos vão poder respirar poesia.
Poesia já pronta.