sábado, 25 de maio de 2013

A minha alma é orquestra de meus devaneios, fecho os olhos e ouço meus dedos gritarem o som mais agudo que já ouvi, são facas afiadas a cortar a minha pele. Rasgam célula por célula do meu  ser. 
Silêncio. O silêncio voa para dentro de minha boca, se instala em meus olhos. Agora eles veem só o azul do mar, o azul que vai de norte a sul do meu corpo, me transborda, me acalma. 
Agito meus pés como se dançasse, são delírios. Quero voltar a chorar aquelas lágrimas de mentira, sem cor nem cheiro, mas com o gosto salgado da salvação. 
Me jogue pra fora da minha prisão, abra meu corpo e me tire daqui. Grite, grite o mais alto que puder, quem sabe eu escute o teu cantar/clamar por mim. Abra bem os olhos, abra e olhe minha alma que voa presa no meu ser. É triste, é depressivo. 
Reze, me reze. Quem sabe seja isso que falte em mim, em ti, em nós. 
Enfim, me segure com a fala, me faça sorrir com um olhar e deixe o silêncio falar por todos. 


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